domingo, 6 de novembro de 2011

Violência na Escola


A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), que estabelece punições para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino. 

Em caso de descumprimento, o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, encaminhamento à autoridade judiciária competente. 

A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta como responsabilidade e dever da criança e do adolescente na condição de estudante.  

Indisciplina
De acordo com a autora, a indisciplina em sala de aula tornou-se algo rotineiro nas escolas brasileiras e o número de casos de violência contra professores aumenta assustadoramente. Ela diz que, além dos episódios de violência física contra os educadores, há casos de agressões verbais, que, em muitos casos, acabam sem punição.

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Quando eu era estudante do ensino médio, os meus professores me serviam de referência, era possível ser amiga deles. Ao mesmo tempo em que podíamos brincar com eles, havia um respeito enorme por aqueles que nos ensinavam um pouco mais dia a dia. É muito triste perceber que o desrespeito e a violência ao professor imperam no dia de hoje.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Escândalos, escândalos...mais escândalos

“Ademar de Barros Rouba Mas Faz,
Ditadura,
Milagre Econômico,
Ame-o ou Deixe-o,
Tudo Pelo Social,
Minha Gente,
Confisco da Poupança,
Impeachment,
Anões,
Mensalão... de Minas, do Distrito Federal,
Maluf, Sarney, Calheiros e tantos outros,
Escândalo do Detran,
Compra de Casa,
Escândalo da Merenda em Canoas,
Dos Pardais,
Dos Remédios,
Mais Esse do Paloci?
E o Que Acontece? Nada.
Haja Saco.”
Mauro J. Calliari

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Princípios de Aprendizagem
Atualmente, cada vez mais nos deparamos com dificuldades enfrentadas no processo de ensino aprendizagem.
Embora, como professor de Ed. Física não enfrente tantas dificuldades ao ministrar minhas aulas, o mesmo não se pode dizer em relação a colegas de outras disciplinas.
Raramente encontramos alguém que não goste de praticar algum tipo de esportes. Esta talvez seja a razão pela qual os mesmos alunos que chegam à escola trazendo suas frustrações sociais, seus anseios, suas aspirações, apresentem certa rejeição por esta ou aquela disciplina. Faço esta afirmação, com base nesses 38 anos como regente de classe vivenciando profundas transformações no comportamento dos alunos em relação aos métodos pedagógicos apresentados, e o desinteresse dos mesmos pelos conteúdos propostos.
No entanto, não quero aqui afirmar que numa aula de Ed. Física não ocorra problema algum, afinal estamos trabalhando com crianças e adolescentes. Alem disso, já há algum tempo uso uma expressão que retrata de algum modo a realidade de nosso ensino. Tenho dito que o maior motivo do desinteresse dos alunos é por que o nosso modelo de ensino é do século XVIII, a qualificação de grande parte dos professores, em relação ás novas tecnologias são do século XX e os alunos já estão no século XXI.
Portanto, se quisermos realmente que os alunos voltem a se interessar pela aprendizagem, os responsáveis pelas formulações de projetos pedagógicos, terão que sair de suas clausuras e entrarem numa sala de aula para conhecerem a realidade de nossos alunos atuais.
Abraços,
Mauro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

                                                     Colhendo Aquilo Que Plantamos
Amanhece o dia, abrem-se as cortinas: vestir-se, abrigo, tênis, banheiro, lavar o rosto, escovar os dentes, cozinha, bom dia e um beijo nela, café, escovar os dentes, pegar a marmita, tchau pra ela, e os filhos ainda dormindo, carro, pequena viagem, escola, alunos, quadra de esportes, fileira, chamada, aquecimento, exercícios de alongamento, vôlei, futsal, caçador, recreação, som...  Fim de mais um período de aula. Lavar mãos, aquecer almoço, micro, comer, lavar, secar louça, escovar dentes, bater papo com colegas, horta, enxada, pá, ancinho, regador, pé de alface, repolho, rabanete, beterraba, couve, salsa, cebolinha verde, adubo orgânico, escola rural, fim de tarde, carro, retorno, escolinha, mochila, beijo na Victória, apto, oi Matheus, oi e beijo na Claire, banho, vestir-se, TV, jantar, carro, escola, vice- direção, chaves, abrir colégio, Professores, falta deles, alunos, pais, indisciplina, merenda, gazeteiros, vinte e duas badaladas, mais trinta minutos, fechar colégio, carro, apto, oi pessoal. O quê? Dar aula pras bonecas?  Brincando comigo né Victória? Tá bom brincar, só um pouquinho.  Notícias TV, espiadela computador, cansaço e finalmente fecham-se as cortinas. Será? Por acaso não tá esquecendo algo? E as atividades do curso de Mídias quem vai fazer? A Victória? Lá vou eu novamente. Computador, textos, leitura, world, digitação, Zzzzz, quatro badaladas do relógio e aqui está o resultado.
                                                                Mauro.

sábado, 26 de março de 2011

                                  O Direito de Ir e Vir
Para nós que fazemos parte de uma geração criada sob um regime ditatorial, praticamente sem nenhuma liberdade, e hoje vivendo e respirando este ar democrático, causa-nos estranheza o fato da juventude atual não saber usufruir desta situação.
Ao contrário de nós, a maioria dos jovens de hoje não respeitam regras, normas, condutas, enfim levam a vida, literalmente sem conhecer limites.
Apesar dessa situação, com todas as conseqüências que estes comportamentos causam, ainda assim creio que não temos o direito de dizer aos jovens o que, quando e onde eles devem se divertir.
Todavia temos o dever de mostrar a eles que, mesmo numa democracia, o direito de um, termina onde começa o direito de outro.
Portanto, esta geração tem todo o direito de ir e vir, mas não de permanecer fazendo arruaças nas ruas e praças de nossa cidade.
                                    Mauro J. Calliari